O cióptico sempre me incomodou. Via coisas que não queria e, quanto mais apertava os olhos, mais imagens loucas surgiam... teimosas à minha vontade.
O bafo do dragão sempre existiu, insistente do meu corpo. Tomou minha mente ainda bem cedo, guria insegura no colégio...
Os dois se juntaram [cióptico e dragão] em franco complô contra alguém que deveria e tinha toda a estrutura para ser habitante de um mundo normal... racional. Desde então, um mundo fantástico se formou a minha volta, visitado por noites com rastros de lua-louca... vampiros que entornam taças de vinho tinto e mordem brutais maçãs vermelhas na falta de pescoços macios.... poetas magros e loucos que passam e deixam palavras soltas, esperando tradução... luzes estelares distantes demais de qualquer aurora boreal para conseguir avistamento... gritos soltos que não possuem donos e que anseiam por possessão... tantas e tantas coisas vêm visitar o Dragão...
Deixe-se conhecer. Permita o Cióptico. O que há para se ver????

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