quarta-feira, 17 de junho de 2009

O PUNHAL E A FERIDA



Caiu sobre a carne macia. Entrou, separando a agonia das células e, em selvagem grito-mudo-agudo, traduziu-se por inteiro, mostrando a que veio.

Instrumento afiado-cego-de-paixão quer cumprir seu mandamento. Conquista o espaço feito pelo tempo e dele não abre mão (punição!)

Cai dentro da ferida e explode em agonia de algoz. Estremece, como a primeira vez, sem lembrar que o que passa é re-edição do que já se fez...

E a ferida... punida pelo quere de eterna maldição, é redenção.

Cai o punhal, embainhado em sangue. O algoz chora o sorriso da vítima - libertação!

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