sexta-feira, 3 de julho de 2009

ELA OUVE SERTANEJA...

Ah... mulher!
Tantas coisas em ti, tantas, tantas!
E eu... paradoxado nesse teu redemoinho de mulher-maga! Que perdição!
Entrei nas tuas brumas de avalon já faz um tempo... estou na crista da tua onda, se bem que...
Teu olhar de cima pra baixo me cativou! Impossível, naquela 'terça-feira-disposta-a-qualquer-coisa' não ter te notado, lá, naquele degrau da biblioteca (por que não entrou? me pergunto até hoje!)
Teu olhar de cima pra baixo (e eu, lá embaixo mesmo) me dizia quem é que mandava... ah, mulher! E eu, cachorrinho sarnoso (mas, seletivo) te achei... abano o rabo a todo instante, feliz de te ter... (desculpa, 'feliz por ser teu').
Boca sei-lá-eu-que-cor úmida dos verões regados a vinho branco e fruta fresca. Quando se abre, é pra explorar meus gostos e chibatar com voz de veludo meu ouvido não acostumado a iguarias... (às vezes, me xinga)
Braços que me volteiam ao redor do pescoço e descem lá nas costas... mulher elástica fantástica que me doi a mente só de lembrar...
Pernas que não têm vergonha de se abrir e pés que transam calçados nos sapatos (achei meio estranho, mas tudo bem). Ah mulher dos filmes X rated... só espero de ti o inesperado!
Uma barriga tanquinho que não foi feita pra esquentar em fogão e esfriar na pia... (meus amigos vão estranhar) foi feita pra me prensar com toda a delicadeza enquanto os seios... ah, os seios... os seios que dá uma vontade danada de passar sabonete só pra brincar! (espero que não se ofenda ou me ache um babaca)
O sexo... não falo esse lance da 'gruta' porque acho de última! Macho que é macho não se abriga em 'gruta', pô! Mas... o sexo... é algo entre o incandenscente insuportável helioso e o meu, ecológico, destruido, desprovido de camada de ozônio, a queimar! (será que se morre aos 27, transando?)
Ah... mulher! Chuá, chuá, chuá de ti!
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E ontem mesmo, com cara de fada e olhar de cima pra baixo, musa da beleza, soltando claves de sol pela boca, me tirou do transe no comforto do meu carro 2 ponto alguma coisa e disse:
- Adoro música sertaneja, amor!
O quê??? Como??? Cadê o maldito trem???
- Você me ouviu, coração?
Amor? Coração? Sertaneja? Cadê o veludo? A clave de sol? O chuá, chuá???????
Eu, do redemoinho virei tornado, espantei a sarna numa sacudidela de bater as orelhas, me livrando do guaipeca e vestindo o rotweiller... a taça de vinho foi pras cucuias... deixei os sapatos na imaginação do verso do poeta decadente e calcei as tamancas pra descer o morro... tanquinho, só de guerra! Me mandem pra Faixa de Gaza que quero explodir a tal da gruta! Só falta agora ela dizer que detesta churrasco!

2 comentários:

Palavras de mulher. disse...

...rssssssssssss..amei amiga....como dá pra ver..as aparências enganam....kkkkkkkkkkkkkk

Claudia Jane Maydana disse...

Há muito tempo não entrava no brog amiga... essa crônica escrevi pra um amigo, baita de um idealizador de mulher (doença incurável) que vive se decepcionando quando não alcançam suas expectativas. Adoro ele, mas o coitadinho nunca vai achar a tal metade da laranja! Adianta falar? KKKK